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O que você precisa saber sobre APLV?

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma resposta do organismo a uma ou mais proteínas contidas no leite de vaca. Em decorrência dessa reação, surgem diversos sintomas no indivíduo alérgico.

A fase em que os bebês mais apresentam a APLV é durante o primeiro ano de vida, pois seu sistema gastrointestinal ainda é muito imaturo e pode ser incapaz de lidar com a digestão de alguns alimentos.

As manifestações de alergia são variadas: vômito, refluxo, cólica, dor abdominal, diarréia, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes, perda de peso, dermatite ou vermelhidão na pele, irritabilidade e problemas respiratórios, como rinite e asma.

O diagnóstico da APLV é feito através da observação clínica da criança e da análise de sua alimentação. Há também exames de sangue e testes na pele que auxiliam nesse processo. O médico que acompanha o caso é quem melhor vai determinar o método que será adotado.

O aleitamento materno não deve ser suspenso em caso afirmativo da APLV, mas é recomendado que a mãe siga uma dieta especial, excluindo das suas refeições alimentos que possuam leite ou derivados do leite de vaca.

Em crianças desmamadas, o leite de vaca pode ser substituído por fórmulas especializadas e, para compensar a falta do leite, a criança deve receber uma suplementação de cálcio. É importante que essa indicação e acompanhamento seja sempre sob orientação médica.

Algumas crianças são alérgicas até a traços do leite e, nestes casos, a família deve ficar bastante atenta na hora da compra dos produtos, principalmente não esquecer de olhar sempre o que rótulo do produto alerta ter de ingredientes. Deve-se também tomar cuidado com alguns medicamentos e cosméticos, pois alguns podem conter leite em sua composição.

A alergia à proteína do leite não é uma condição permanente e na maioria dos casos por volta de 1 ano de idade a criança se torna tolerante a lactose e 90% delas estarão curadas aos 3 anos. Esse tipo de alergia tende a regredir com o avançar da idade (adultos raramente a apresentam).

A criança não precisa ser superprotegida nem excluída de festas e encontros. Isso pode gerar consequências ainda mais graves para ela posteriormente. O meio termo de zelo e cuidado é o ideal e ajudará a família a passar por esta etapa com mais tranquilidade.

Gislaine Donelli, nutricionista do Empório da Papinha

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