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Brincadeira é coisa séria e afeta o desenvolvimento físico, lógico e criativo

A gente acredita, acima de tudo, que o brincar é um direito de todas as crianças. Pular, correr, imaginar, criar e estar em constante movimento, tanto mental quanto corporal, contribui para o desenvolvimento de cada criança.

“Toda e qualquer brincadeira é benéfica para o desenvolvimento da criança. É um equívoco pensar que as brincadeiras possam ter conduções para melhorar um ou outro domínio do desenvolvimento humano”, explica Mônica Caldas Ehrenberg, professora doutora da Faculdade de Educação da USP, especialista em Cultura Corporal, mãe de Theo e Melissa. Por exemplo, pular corda não é responsável somente pelo desenvolvimento motor, já que é uma atividade física. Essa brincadeira também desenvolve as noções de espaço e tempo, afinal, a criança precisa calcular o momento exato de pular. Além disso, também desenvolve a capacidade de respeitar regras, já que se ela tirar os pés do chão fora de hora, vai errar o movimento.

Sabe aquela velha história de que as crianças absorvem tudo o que está à volta delas o tempo todo? Pois é, isso também se aplica ao brincar. “O desenvolvimento da criança acontece através do lúdico, ela precisa brincar para crescer. É brincando que ela se satisfaz, realiza seus desejos e explora o mundo à sua volta”, afirma Deborah Moss, neuropsicóloga, mestre em desenvolvimento infantil pela USP, mãe de Ariel e Patrick.

Sendo assim, os pais precisam proporcionar atividades que possam promover e estimular o desenvolvimento de modo geral, levando em conta a linguagem, o afetivo, o social e o motor. Isso tudo sem deixar de se divertir, é claro! Afinal, essa é a parte mais importante para as crianças. Brincar é fundamental!

“A brincadeira desenvolve todas as questões cognitivas, sensoriais, visuais e auditivas que a criança necessita ter nesse primeiro desenvolvimento antes do processo de leitura e escrita”, diz Sheila Leal, especialista em desenvolvimento infantil, psicopedagoga e fonoaudióloga com especialização em dislexia, mãe de Gabi.

 

texto adaptado do Blog  pais e filhos da Uol

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