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Você sabe a diferença entre o azeite extra virgem, azeite virgem e refinado?

A diferença está nas etapas de refinamento e nível de acidez (não perceptível no paladar). Todos são gorduras monoinsaturadas, ou seja, benéficas para nosso organismo. A classificação do azeite é dado de acordo com parâmetros físico-químico e sensoriais, tais como acidez, índice de peróxido (IP) que mede o estado de oxidação inicial do óleo e absorção ultravioleta.

O azeite extra virgem possui menor nível de acidez e ele é processado uma única vez. Sua taxa de acidez não ultrapassa de 0,8% e é rico em antioxidantes.

O indicado é utilizar o azeite de oliva extra virgem em alimentos crus, sem aquecer. Em cima de saladas e pratos já prontos, por exemplo. Isso porque essa versão do azeite tem propriedades fenólicas (antioxidantes) que se perdem em altas temperaturas.

O azeite virgem é a continuação da prensagem do extra virgem e seu nível de acidez chega até 2%. Ele pode ser utilizado para cozinhar, mesmo sob alta temperatura, pois não produz substâncias nocivas à saúde. Só seria um desperdício usar a versão extra virgem, então nesse caso, recomendamos utilizar o azeite de oliva virgem.

Já o azeite refinado passa por um processo químico industrial e em sua composição pode ter adição de 10 a 20% de azeite virgem.

O ideal é consumir os azeites que estejam em embalagens de vidro escuro (verde, marrom ou preto), pois a luz pode interferir na qualidade do óleo. Embalagens de plástico podem transferir algum componente para o produto alterando sua qualidade. E lembre-se de guardar o produto em um local seco, bem fechado e livre a luz.

Todo azeite deve ter descrito em sua embalagem o nível de acidez. Verifique antes para ter certeza da qualidade do produto adquirido.

 Texto por: Gislaine Donelli – Nutricionista

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